Dicas para acabar com os problemas de ereção

Os problemas de ereção, até pouco tempo, ficavam sem solução. Mas, nos últimos anos, com o aparecimento de novas drogas para os homens, ficou mais fácil tratar a impotência sexual masculina.

E, hoje, aqui no Blog vamos falar das novas soluções que tem surgido no mercado para tratar os problemas de ereção que afetam os homens.

problemas de ereção

Hoje em dia qualquer homem, ainda jovem, conta que tomou um Viagra sem nenhuma vergonha”, afirma o doutor Adolfo Silva, médico urologista encarregado do setor de Medicina Sexual Masculina de um grande hospital. E traz um dado fundamental: estima-se que, em média, a disfunção erétil afeta mais de 30% dos maiores de 50 anos.

No entanto, a famosa pílula azul, se bem que tem um alto grau de segurança e revolucionou o mercado, não é permitida para alguns pacientes coronários. Também existem alguns homens que preferem não tomar uma pílula oral, porque não se animam ou têm medo.

O laboratório Ferring acaba de lançar ao mercado um novo tratamento para acabar com os problemas de ereção, que consiste em um creme tópico que, em um período de 5 minutos a meia hora consegue uma ereção.

“É uma solução fácil de aplicar, a via é o meato uretral e tem um efeito local. Em ensaios clínicos que realizamos, viu-se uma resposta positiva em 95% dos casos, conseguindo uma ereção entre uma hora e hora e meia”, explicou o doutor Silva.

O especialista destaca a vantagem de ser de uso tópico e não agir de forma sistêmica. Sobretudo tendo em conta a estreita vinculação que há entre a disfunção erétil e doenças cardiovasculares. Não há no mercado um produto deste tipo. “O interessante deste produto é que, por ser de ação local, é uma opção para as pessoas que têm contra-indicados os medicamentos orais para problemas de ereção.

É uma ferramenta a mais de tratamento da impotência sexual“, explica o doutor Adolfo. “Felizmente, este não é um assunto tabu. E a população vai tomando consciência que a disfunção erétil é um marcador precoce de doença cardiovascular subjacente. Portanto, um paciente com disfunção erétil, hoje, é um paciente coronariano para o futuro”, acrescenta.

Os médicos insistem em dizer que os problemas de ereção não deve ser vista apenas do ponto de vista sexual. “Muitas vezes é sintoma de outra doença sistêmica. Há um grande número de pacientes que foram diagnosticados de diabetes e chegaram ao consultório por uma disfunção erétil. Também há uma forte vinculação entre a disfunção erétil e doenças cardiovasculares”, adverte o urologista.

Daí, a importância de levar à disfunção erétil como um tema médico. Um estudo recente, publicado no Journal of Sexual Medicine, estudou 536 homens, dos quais 42 por cento (jovens e idosos) apresentou algum grau de disfunção erétil. Desse total, apenas 16% tinha diagnóstico. E apenas 22% estava com algum tipo de tratamento, seja indicado por um médico ou automedicado.

“Um dos problemas que há sobre a disfunção erétil é que nem os médicos perguntam ao paciente por sua sexualidade, nem os pacientes falam do assunto com o médico. O médico é a via normal para falar do tema, além da especialidade que tenha”, adverte o médico. Para que exista uma disfunção, explica o especialista, devem-se dar três meses seguidos com problemas de ereção.

No entanto, o doutor adverte: “O que toma viagra (azulzinho) algum tipo de dificuldade”, diz, em referência ao uso supostamente recreativos que fazem os jovens tomar o viagra. É que a disfunção erétil não é um problema exclusivo dos homens mais velhos. Um estudo publicado este ano no Sexual Medical Review, estabeleceu que 30% dos menores de 40 anos têm algum grau de problemas de ereção.

Alguns dados sobre o mercado deste tipo de produtos: em 2018, serão comercializados no Brasil mais de 90 milhões de comprimidos de sildenafil, vardenafil e tadalafil ( as três marcas de viagra que se conseguem no mercado). Antes de pensar em comprar sildenafil é preciso entender para que serve, ler a bula e consultar um médico.

A prevalência dos problemas de ereção nos homens, aumenta com a idade: o 30-35% dos pacientes não respondem ou estão insatisfeitos com a resposta aos medicamentos orais, de acordo com um estudo de 2012.

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